Novos escritores proliferam ansiosos por contarem as suas histórias.
Ao mesmo tempo em que os nossos leitores mínguam.
Nossos jovens não são preparados, desde cedo, para tornarem-se leitores.
Exigir desses jovens a leitura de uma literatura erudita e antiga, apesar do seu inegável valor, é afugentar os poucos candidatos a novos leitores.
Os escritores nacionais competem de forma desigual ao conteúdo importado.
É muito mais fácil para as editoras apostarem em títulos que já vêm prontos, com toda uma estratégia de marketing, do que investir nos novos talentos locais.
Infelizmente os nossos concursos literários se resumem a dois ou três críticos “lendo” centenas ou milhares de títulos em poucos dias.
Essas “avaliações” superficiais acabam valorizando apenas a “forma”, detectando apenas a riqueza da linguagem.
Mas não conseguem ver a história, os sentimentos, o conteúdo, a dinâmica do enredo e tantos outros elementos que transformam um livro em um sucesso de público.
Paulo Coelho, com sua escrita contemporânea, antenado com a linguagem atual, provou que o Brasil pode sim fazer bonito no mercado editorial mundial.
É possível transformar um admirador de gibis, em um leitor da série Vagalume, passando por Pedro Bandeira e Paulo Coelho. Em algum momento esse leitor estará procurando os grandes clássicos.
Mas será traumatizante exigir que as primeiras leituras de nossos jovens sejam as nossas obras eruditas e antigas, por melhores que sejam.
Qual a receita para incentivar a leitura?
Mais Paulo Coelho e menos proselitismo à literatura erudita.
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