sábado, 8 de maio de 2021

Mais Paulo Coelho e menos proselitismo à literatura erudita.

Novos escritores proliferam ansiosos por contarem as suas histórias.

Ao mesmo tempo em que os nossos leitores mínguam.

Nossos jovens não são preparados, desde cedo, para tornarem-se leitores.

Exigir desses jovens a leitura de uma literatura erudita e antiga, apesar do seu inegável valor, é afugentar os poucos candidatos a novos leitores.

Os escritores nacionais competem de forma desigual ao conteúdo importado.

É muito mais fácil para as editoras apostarem em títulos que já vêm prontos, com toda uma estratégia de marketing, do que investir nos novos talentos locais.

Infelizmente os nossos concursos literários se resumem a dois ou três críticos “lendo” centenas ou milhares de títulos em poucos dias.

Essas “avaliações” superficiais acabam valorizando apenas a “forma”, detectando apenas a riqueza da linguagem.

Mas não conseguem ver a história, os sentimentos, o conteúdo, a dinâmica do enredo e tantos outros elementos que transformam um livro em um sucesso de público.

Paulo Coelho, com sua escrita contemporânea, antenado com a linguagem atual, provou que o Brasil pode sim fazer bonito no mercado editorial mundial.

É possível transformar um admirador de gibis, em um leitor da série Vagalume, passando por Pedro Bandeira e Paulo Coelho. Em algum momento esse leitor estará procurando os grandes clássicos.

Mas será traumatizante exigir que as primeiras leituras de nossos jovens sejam as nossas obras eruditas e antigas, por melhores que sejam.

Qual a receita para incentivar a leitura?

Mais Paulo Coelho e menos proselitismo à literatura erudita.



 

sábado, 1 de maio de 2021

A homenagem na ponta da caneta BIC.



A arte de desenhar retratos com caneta Bic: Uma Homenagem à Cultura Local.

O que começou como um simples hobby de desenhar retratos com uma caneta Bic transformou-se em uma ferramenta de incentivo e valorização da cultura local. 

Ao desenhar amigos, artistas e ativistas culturais, encontrei uma maneira especial de homenagear aqueles que fazem a cultura da nossa cidade vibrar.

Um exemplo disso é o retrato que fiz do Marcial, maestro da FAMCOL. Além de ser uma homenagem ao seu trabalho incansável, aproveitei para reforçar um sonho antigo: ver nossa querida Fanfarra transformar-se na Orquestra Sinfônica Municipal. Cada traço do desenho carrega a esperança e a determinação de um sonho que muitos de nós compartilham.

Outro aspecto deste projeto é a contrapartida ao edital da Lei Aldir Blanc. Desenhei artistas como Allan (Fusca) e Edgar (Kiko), que foram contemplados pela lei, reconhecidos por suas coletâneas de bandas que fortalecem nosso cenário musical. Esses desenhos não são apenas retratos, mas também uma forma de reconhecimento e valorização do trabalho que eles realizam em prol da nossa cultura.

Além desses, tive a honra de desenhar figuras icônicas como o Mestre Kandiero, Mestre Brutus, o artista plástico Rogério Aquino e a professora de Dança Thaís, entre outros. Cada um desses retratos é uma singela e pessoal forma de reconhecimento, uma maneira de destacar a importância do trabalho desses artistas e ativistas culturais.

Espero que esses desenhos contribuam para o fortalecimento da nossa cultura, mostrando a todos o valor das pessoas que dedicam suas vidas à arte e à cultura em nossa cidade. Abaixo, compartilho alguns desses retratos, na esperança de que possam inspirar e valorizar ainda mais a nossa rica cena cultural.

A cultura é feita por pessoas, e cada traço é uma celebração das histórias e dos talentos que enriquecem a nossa comunidade. Que possamos sempre reconhecer e valorizar aqueles que fazem a diferença através da arte.