quinta-feira, 1 de maio de 2014

Reconquistando o orgulho de ser brasileiro.


Quem foi para a escola na década de setenta não aprendeu filosofia. Os militares excluíram do currículo escolar essa matéria. O poder ditador, obtido à força, seria mais fácil manter se as pessoas não aprendessem a pensar. A educação foi colocada em segundo plano. Um povo ignorante é mais fácil dominar. Até hoje podemos ver as cicatrizes desse golpe, com a maioria dos professores recebendo salários miseráveis.
Aprendemos na marra, naquela época, o que chamavam de “educação moral e cívica”. Éramos obrigados a cantar diariamente o hino nacional. Milhões de bandeirinhas, impressas com o dinheiro público, eram distribuídas em ostentosos desfiles militares no mês de setembro, quando ironicamente deveriam ser comemoradas a independência e a liberdade.
Foram tantas as propagandas com adesivos nos carros e musicas feitas sob encomenda, que acabamos relacionando os símbolos e as cores brasileiras com o poder imposto pelos militares. Na minha juventude, cantar o hino nacional ou usar as cores verde e amarela significava compactuar com os “milicos”. Acabamos perdendo a nossa identidade.
Surgiu então um “salvador da pátria”. Um movimento começou. Primeiro aos poucos, tímido. Mas tomou forma. E como uma onda varreu todo o país. Hoje cantamos o hino nacional com orgulho, em estádios lotados, mesmo quando o som pára o povo continua com seu brado retumbante. É de arrepiar!
Agora, na primeira semana de maio, quando completam vinte anos que o salvador da pátria encontrou a morte num muro da Itália, quero agradecer a Ayrton Senna por devolver a nossa identidade como povo. Cada vez que ele levantava a nossa bandeira em várias partes do mundo, Ayrton devolvia ao seu povo o orgulho de ser brasileiro.


Muito obrigado “Ayrton Senna do Brasil”!