Hoje, terça feira, 25 de
março de 2014, encontrei no Blog do Aloisio Lemos (http://aloisiolemosjr.blogspot.com.br/2014/03/praca-de-artes-e-esportes-esta-com-50.html?spref=tw)
a noticia de que “o CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados de Colombo) que
está sendo construído no Jardim Eucaliptos, na Rua Professora Otília de Souza,
855, encontra-se com 50% dos serviços executados”.
Não resisti, larguei o que
estava fazendo e corri até o endereço para conferir de perto. Na última vez que
passei naquela região o endereço citado era um terreno baldio.
Fiquei emocionado com a
biblioteca, o teatro, o ginásio, tudo brotando do chão, como num sonho que se
realiza. Alguns dirão que sou exagerado, mas quem me conhece pode imaginar a
cena com os pêlos do meu braço eriçando e os olhos marejados.
Não! Não é exagero.
Acredito sinceramente, do
fundo do coração, que a evolução de Colombo passa pelo incentivo à cultura.
Somos uma cidade de excluídos. Não temos cinemas, teatros, emissoras de rádio e
televisão, somos “baldios” de espaços culturais.
Nosso povo é, em sua maioria, sofrido e trabalhador e não se sente colombense de coração.
Fomos espirrados para a região metropolitana em virtude do crescimento
vertiginoso de Curitiba. Não tivemos tempo de estabelecer e nos identificar
culturalmente. Somos uns expatriados, somos os “sem teto” da cultura. Não somos
curitibanos de primeiro mundo, mas também não somos os tradicionais italianos
que aqui já estavam e nos receberam de braços abertos, com sua costumeira
simpatia.
Culturalmente falando: o
que somos então?
Temos urgência de espaços
para manifestar a nossa cultura: nossa musica, nosso teatro, nossa literatura,
nossas artes e movimentos que se tornaram ecléticos pela diversidade do povo
que escolheu a cidade de Colombo para morar.
Precisamos de espaço para
expressar o que sentimos, o que pensamos e o que desejamos. Dessa expressão,
dessa discussão da nossa realidade surgirá uma Colombo amadurecida. Não seremos
mais “terra de ninguém”, vamos nos preocupar mais com o nosso voto. Teremos carinho
por nossa cidade e não a largaremos na mão de qualquer um.
E, finalmente teremos uma
cidade com um perfil cultural definido, com a sua população aprendendo a sentir
um bairrismo saudável, sentindo orgulho do lugar onde mora, uma sensação de
proteção, por ser verdadeiramente acolhido pela cidade que escolheu morar,
podendo bater no peito e dizer: Sou colombense sim senhor, e com orgulho.
Não sou exagerado. O tempo
irá mostrar. Sei que uma revolução cultural está prestes a acontecer. Colombo cresceu
e virou uma cidade grande e agora, finalmente, se transformará numa “grande
cidade”.
Silvio Kurzlop
