domingo, 22 de março de 2015

Empreendendo uma sociedade.


Vamos ser sócios? Vamos trocar ideias? Vamos criar uma sociedade?
A consciência de si cria a pessoa, o indivíduo. Mas é a linguagem que permite estabelecer uma sociedade.
Sozinhos e sem a comunicação ainda estaríamos grunhindo e disputando a caça.
O homem, além de um “ser biológico”, ao pensar cria um “ser psicológico”, que se comunicando estabelece uma sociedade.
Nos associamos e somos ensinados (e também ensinamos) sobre uma “ideia” de mundo.
Você só se tornou o que é hoje pela influência da sociedade em que vive. Somos “sócios” de ideias coletivas.
E se você tivesse crescido numa sociedade totalmente diferente? (Como a Índia, a China ou o Afeganistão, por exemplo).
Como você seria? Que ideias defenderia? Como você rezaria?
O que em você permaneceria igual, independente dos costumes da sociedade onde você cresceu?
Se você pudesse fazer essa experiência constataria que as semelhanças que restassem seriam provavelmente a sua essência.
Somos todos “sócios”. Alimentamos e somos alimentados pela sociedade em que vivemos.
Quanto dos conceitos (ou preconceitos) que defendemos são realmente decisões nossas?
E como construir uma nova forma de comportamento dos “sócios”, discutindo e estabelecendo os limites com liberdade e responsabilidade para evoluir a nossa sociedade?
Apesar de dependermos da sociedade, desde o nascimento até a morte, somos livres para sonhar e realizar nosso projeto pessoal de vida.
Contudo, somos também responsáveis pela sociedade em que vivemos.
Uma solução simples para todos os conflitos humanos seria praticar a empatia:
Exercitar a capacidade de se colocar no lugar do outro “sócio”, tentando sentir suas dores, suas ansiedades e compreender os seus sentimentos.

E aí? Vamos ser sócios? Vamos construir uma sociedade?

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